Testemunhos

Ana Daniela Fernandes Martins
1986-2010
 
Escrevi uma vez à Daniela e para mim continua a ser assim:
Danilas é RIR. Danilas é ENERGIA CONTAGIANTE. Danilas é DAR. Danilas é partilhar, tudo. Danilas é chocolate. Danilas é dançar I'm on the radio descontroladamente. Danilas é saber retribuir um what's up com murrinho. Danilas é trancar-se fora de casa e pedir abrigo a uma amiga. Danilas é tarte de maçã. Danilas é cantar canções de natal pelas ruas de Århus de madrugada. Danilas é palhaçadas no meio de sessões de estudo "deprimentes". Danilas é saber ouvir e dizer as palavras certas no momento certo. Danilas é sempre uma surpresa boa. Danilas são incontáveis momentos felizes.
Danilas é alguém que marcou e que ficará, para sempre.
Carolina Horta (Carolas)
 
Tenho tantas recordações da Dani e dos tempos maravilhosos que ela me proporcionou na PT! As gargalhadas, a forma carinhosa, paciente e doce com que nos ouvia e falava connosco... a rapidez de pensamento e a maturidade que revelava em tudo o que fazia, o silêncio em que conseguia ficar quando alguma coisa não lhe fazia tanto sentido, mas ainda não tinha os argumentos para contrapor...
Lúcia Carvalho
 
Vamos sempre lembrar-nos de como foi bom ter-te por perto desde os tempos da Faculdade. Vamos sempre lembrar-nos do teu sorriso quente, da alegria contagiante, da frontalidade única e das gargalhadas que tantas vezes partilhámos. Partilhas essas que fizemos em muitos trabalhos, salas de aula, corredores mas também fora desse espaço, em viagens e aventuras, pois cedo nos tornámos grandes amigos. Vamos sempre lembrar-nos como nos fazias sentir especiais, cada um de forma diferente e a todos de forma única, tão tua. Vamos para sempre e sobretudo lembrar-nos da pessoa que és e serás para nós, sempre a nossa Daniela.
Amigos Nova
 
Também nos campos de férias da Roda Viva a Dani era uma força da natureza. Todos os miúdos apreciavam a sua maneira de ser, enérgica sem deixar de ter tempo para dar miminho a quem precisasse, acertiva sem deixar de ser compreensiva, divertida sem deixar de dizer o que tinha de dizer, mesmo quando isso significava dar-lhes um grande raspanete! Lembramo-nos dela nos jogos ou danças malucas que fizemos, sempre com aquele sorriso que havemos de guardar para sempre na memória. Mas também nos farão falta os abraços apertados ao pôr-do-sol, as confidências a altas horas com os "crianços" já a dormir e outras palhaçadas de quem tinha uma alegria enorme por viver! Até já!
Jota
 
Há amor amigo, Amor rebelde, Amor antigo, Amor de pele. Há amor tão longe, Amor distante, Amor de olhos, Amor de amante. Há amor de inverno, Amor de verão, Amor que rouba, Como um ladrão. Há amor passageiro, Amor não amado, Amor que aparece, Amor descartado. Há amor despido, Amor ausente, Amor de corpo, E sangue bem quente. Há amor adulto, Amor pensado, Amor sem insulto, Mas nunca tocado. Há amor secreto, De cheiro intenso, Amor tão próximo, Amor de incenso. Há amor que mata, Amor que mente, Amor que nada mas nada, Te faz contente, me faz contente. Há amor tão fraco, Amor não assumido, Amor de quarto, Que faz sentido. Há amor eterno, Sem nunca talvez, Amor tão certo, Que acaba de vez. Há amor de certezas, Que não trará dor, Amor que afinal, É amor, Sem amor. O amor é tudo, Tudo isto, E nada disto, Para tanta gente. É acabar de maneira igual, E recomeçar, Um amor diferente. Sempre, para sempre. Para sempre
Miguel A. Majer
Rúben Pimenta

 

José Martinho